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A VOCAÇÃO DIVINA E A PREDILEÇÃO HUMANA


Os homens têm os seus “escolhidos”, mas o Senhor não se engana, nem se ilude com as aparências. É comum a escolha humana privilegiar “conveniências”, acordos, relações de amizades e até relações de interesses; diferente da escolha divina que estabelece critérios que evidenciam e valorizam um caráter ilibado.

Como exemplo disso, citamos o profeta Samuel, um grande homem de Deus, cujo ministério foi marcado por experiências profundas com o Senhor, porém, sua insistência por Saul (1 Sm 15.11,35; 16.1), bem como sua predileção por alguns dos filhos de Jessé, levando em conta a mera aparência (1 Sm 16.6,7), marcaram negativamente o seu pastorado. No final, Samuel obedecendo a voz do Senhor, ungiu a Davi como aquele que fora realmente escolhido (1 Sm 16.12,13).

O que aprendemos com isso? Que na obra do Senhor, os planos humanos sempre serão frustrados; enquanto a vontade de Deus prevalecerá no tempo oportuno. Ministério não é um presente ou recompensa; Ministério é a vocação que se revela na renúncia de quem suporta o crivo da chamada divina.

Pr. Elder Morais

NÃO SE QUEIXE DAS EXPERIÊNCIAS

Há quem interessa o teu fracasso? Quem realmente se importa com a tua dor? Uma coisa nos parece evidente, nem todos os que riem ao teu lado estão dispostos a chorar contigo, porém aqueles que choram fielmente com você se alegrarão com a tua vitória.
Eu sei que não é fácil, mas não se queixe das experiências, pois nenhuma delas, por mais amarga que seja, é capaz de apagar uma história repleta de perdas, de renúncia e abnegação. Com isso seremos perfeitos? Não, claro que não. Somos seres humanos, esqueceu? Agora, sempre que julgados devemos avançar, e se perseguidos não devemos desistir.
Tudo passa, porém na vida daqueles que temem ao Senhor, as marcas deixadas vão adornando as conquistas, as rugas no rosto realçam o quanto amadurecemos, e quanto aos cabelos, mesmo que demore um pouquinho, não tem como evitar, certamente embranquecerão. Do passado, retenha o que foi bom, do presente retenha o que edifica e o que realmente vale a pena, e quanto ao futuro, não se inquiete, Deus está no controle de todas as coisas. Amém.

Pr. Elder Morais

MUITOS AO REDOR, POUCOS AMIGOS.

Não eram poucos os que queriam conhecer um "Jesus" revolucionário, socialista, milagroso, curandeiro, profeta e até rei. Em meio a tantos interesses e expectativas, cabe aqui a seguinte indagação: Quem dentre todos queria um Jesus amigo? Quem realmente queria ser amigo de Jesus? Não é exagero afirmar que mesmo cercado de muitas pessoas, Jesus tinha poucos amigos. Um misto de sentimentos movia as pessoas ao redor do Senhor, que há cada instante se deparava com a curiosidade de alguns, a inveja de muitos e a desconfiança de outros, muito embora também despertasse a fé, a admiração e o temor nos corações carentes e humildes.
Por questões óbvias, tanto do ponto de vista meramente humano, quanto religioso, a autoridade, a doutrina e os milagres de Jesus deveriam atrair as pessoas, não afastar. Até certo ponto a atração fluiu naturalmente enquanto a relação não exigia reciprocidade, renúncia ou abnegação. Quando Jesus elevou o tom da sua doutrina, muitos simplesmente o abandonaram, já que os seus ensinos e parábolas fascinavam os humildes, enquanto confundiam os hipócritas, e suas repreensões despertavam o temor em corações submissos, enquanto despertavam o furor dos religiosos.
Se evidenciou então, o ponto crucial da relação entre Jesus e os seus seguidores, pois enquanto o Mestre queria amigos, o calor humano, a companhia, muitos só queriam o que lhes convinham. Logo tal problemática não partia das ações de Jesus, mas de como eram vistas pelos que o seguiam. Pelo visto, as conveniências despertavam o apreço de uns e o desprezo de outros, os interesses pessoais geravam o desdém de muitos e a admiração de poucos. Infelizmente para muitos, por mais que Jesus fizesse o certo, o belo, o esplêndido, só teria importância se atendesse às suas conveniências ou pontos de vista.
Por que isso seria diferente na vida de um pastor que se propõe a doutrinar, exortar e apontar um caminho estreito para o céu? Vivemos uma época em que muitos julgam os seus pastores pelo que os outros dizem, outros julgam por impressões pessoais, interpretações relativas e egoístas ou mesmo pela aparência, mas o fato é que há pouca vontade de compartilhar sem interesses, de se aproximar sem querer algo em troca. Muitos querem um pastor do “seu jeito”, que atenda às suas expectativas sociais, políticas ou religiosas, esquecendo de um detalhe importante na vida espiritual, de que Deus não dá igreja a pastor, Deus dá pastor à igreja (Jr 3.15; Hb 13.7,17). Pastores levantados pelo Senhor Jesus não precisam de bajuladores ou meros seguidores, mas de amigos, companheiros, que mesmo divergentes em algumas situações, evidenciam uma relação de estima e consideração.


DIVERGENTES? Talvez... INIMIGOS? Jamais!

Não é porque somos divergentes em certos pontos de vista que somos inimigos. O fato de pensarmos muitas vezes de forma diferente, não deve gerar entre nós inimizades, conflitos ou desconfianças.
Divergentes? Talvez! Inimigos? Jamais! Fomos escolhidos por Deus para servi-lo com amor, temor e alegria, e isso nada tem a ver com partidarismo. É evidente, que no meio de um grupo social e neste caso, religioso, há sempre aqueles com quem desfrutamos de maior afinidade por diversas razões, seja por causa do gosto ou por causa de “semelhanças”, contudo, não significa que a divergência será um ponto de desequilíbrio, inimizade ou desrespeito.
Na obra de Deus, as divergências convergem para o crescimento e amadurecimento não somente individual, mas também coletivo, pois os mais variados pontos de vista podem perfeitamente nos conduzir à decisões seguras e diferenciadas.
Amados, que possamos deixar de lado as indiferenças, as desconfianças e seguir unidos no propósito de crescermos e avançarmos na obra de Deus. A nossa esperança é Cristo! E o alvo é o céu!
Que o Senhor nosso Deus permaneça abençoando a cada um segundo as suas obras.

O CORAÇÃO E O VERDADEIRO TESOURO


Em Mateus 6.19-21, lemos: “Não ajunteis para vós tesouros na terra, onde a traça e a ferrugem os corroem, e onde os ladrões arrombam e roubam. Mas ajuntai para vós tesouros no céu, onde nem a traça nem a ferrugem corroem, e onde os ladrões não arrombam nem roubam. Pois onde estiver o vosso tesouro, aí estará o seu coração.”

O que Jesus estava dizendo é que o coração se apega àquilo que mais estima, e, que, portanto, os “tesouros” mais valiosos jamais deveriam ser as coisas materiais, e sim, as bênçãos espirituais (Cl 3.1,2; 1 Tm 6.19). É claro que Jesus não estava combatendo o fato de as pessoas planejarem ou lutarem pelos seus ideais, mas rechaçava claramente a inquietação de muitos em relação ao futuro, enfatizando logo em seguida, que ninguém pode servir a dois senhores, isto é, ou servimos a Deus ou servimos às “riquezas” (Mt 6.24).

Infelizmente, não são poucas as pessoas que estão cada vez mais distantes de Deus por causa dos prazeres que o mundo oferece (2 Tm 3.1-5). Muitos não admitem, mas as “riquezas e deleites deste mundo” desvirtuam as necessidades, gerando ansiedades, preocupações e descontentamentos que culminam na falta de temor e tempo para Deus e no desprezo pela sua Palavra (Mt 6.25-34; Lc 8.14; Ef 5.15-17; 1 Pe 5.7,8 cf. Sl 127.2). Vigiemos, pois os caprichos alimentam a avareza, e esse tal apego ao dinheiro e aos bens materiais se revela de forma sutil e nociva como idolatria, tirando de Deus a primazia (Cl 3.5).

O apóstolo Paulo enfatizou em seus ensinos, que devemos nos contentar com o que temos, evitando assim, as armadilhas e desejos insensatos que resultam em ruína e perdição, pois o amor ao dinheiro é a raiz de todos os males (1 Tm 6.7-10). Em Provérbios 30.8,9, lemos: “Afasta de mim a vaidade e a mentira; não me dês nem a pobreza nem a riqueza; dá-me o pão que for necessário, para não acontecer que, estando eu farto, te negue e diga: “Quem é o Senhor?” Ou que, empobrecido, venha a roubar e profane o nome do Senhor.”

Entendendo isso, aqui cabe as seguintes indagações: Qual tem sido a prioridade do seu coração? O que ele mais estima? O que você tem feito para Deus? Que o Senhor nosso Deus permaneça nos abençoando plenamente e ajude a vivermos em sua Palavra.


A IMPORTÂNCIA DA PODADURA


No cuidado de um jardim ou plantação, uma técnica de grande importância para manter as plantas e árvores saudáveis, frondosas e com a aparência desejada é a podadura. Mais do que embelezar, a poda é fundamental para a saúde e nutrição, permitindo-nos realizar o devido trato em árvores ou plantas, que na maioria das vezes crescem de forma “desregrada”, gerando situações de contaminação, enfraquecimento, ressecamento e desconformidade dos galhos, folhagens e frutos.

Os ramos que muitas vezes adoecem, tendem a contaminar os outros e por fim toda a árvore ou planta. Galhos secos ou mortos atrapalham o crescimento saudável da árvore, bem como a beleza e nutrição da planta, e, por essa razão, precisam ser removidos. A ação de aparar e eliminar os “excessos” é necessária para preservação e manutenção da vida, levando-nos a entender que a podadura vai além de questões de estéticas ou mera aparência.

Jesus nos ensinou em sua Doutrina: Eu sou a videira verdadeira, e o meu Pai é o lavrador. Todo ramo que, estando em mim, não der fruto, Ele o corta; e todo aquele que dá fruto Ele limpa, para que produza mais fruto ainda. Vocês já estão limpos por causa da Palavra que lhes tenho falado. Permaneçam em mim, e eu permanecerei em vocês. Como o ramo não pode produzir fruto de si mesmo se não permanecer na videira, assim vocês não podem dar fruto se não permanecerem em mim. Eu sou a videira, vocês são os ramos. Quem permanece em mim, e eu, nele, esse dá muito fruto; porque sem mim vocês não podem fazer nada. Se alguém não permanecer em mim, será lançado fora, à semelhança do ramo, e secará; e o apanham, lançam no fogo e o queimam. Se permanecerem em mim, e as minhas palavras permanecerem em vocês, pedirão o que quiserem, e lhes será feito. Nisto é glorificado o meu Pai: que vocês deem muito fruto; e assim mostrarão que são meus discípulos (Jo 15.1-7).

Que tipo de ramo é você? Tens produzido frutos em abundância? Você está de acordo com a Doutrina de Cristo ou vive “desregrado”? Vives em obediência? Qual tem sido a sua prioridade, a obra de Deus ou atividades pessoais? Pense nisso, reflita! Talvez o problema não seja a sua igreja ou seu pastor. Talvez o problema seja o que você planta e cultiva em seu coração.


O tempo, o caráter e a aparência - Parte 2

O tempo nos traz experiências que moldam e fortalecem o nosso caráter, nossas ações e sentimentos. Existem experiências que nos ensinam a valorizar a vida, outras que destacam os princípios e valores da nossa formação e muitas outras que não nos deixam esquecer quem realmente somos e de onde viemos.
Infelizmente, apesar das muitas experiências, a busca pelo poder, pela “visibilidade”, pelos “privilégios” ou pelas conveniências têm cegado muitas pessoas, levando-as a um caminho perigoso de bajulação, lisonja e até promiscuidade.
Em meio aos esquemas, falsas amizades e acordos espúrios, traições e discórdias adornam as máscaras dos que aparentam “santidade no palco”, mas, na verdade, nos bastidores são imorais e desonestos. Com o passar do tempo, o que levaria uma pessoa, que pelas próprias forças, intelecto ou capacidade poderia vencer na vida, entregar-se ao disparate da bajulação e da falsidade?
Acredito piamente, que uma pessoa cujo caráter é verdadeiramente provado pelas mais diversas circunstâncias, não compactua com atitudes medíocres, não negocia valores, nem abandona os princípios aprendidos ao longo da vida.
Jamais devemos confundir gratidão com adulação, pois a gratidão tem a ver com respeito, dignidade, seriedade, muito diferente da baixeza mais vergonhosa que é bajulação, que é a moeda de troca entre hipócritas e enganadores.
O tempo nos ensina que uma vida simples, fruto de um coração humilde e comprometido com Deus é tudo o que precisamos para sermos realmente felizes. Se quisermos realmente refletir a Cristo em nossas ações, sigamos o que nos recomenda a Palavra da Deus: Quanto ao mais, meus irmãos, tudo o que é verdadeiro, tudo o que é honesto, tudo o que é justo, tudo o que é puro, tudo o que é amável, tudo o que é de boa fama, se há alguma virtude, e se há algum louvor, nisso pensai (Fl 4.8).

Pr. Elder Morais

O tempo, o caráter e a aparência.

Curiosamente tenho observado a preocupação de muitas pessoas com a aparência, tentando fugir do tempo, das marcas, das cicatrizes e até do envelhecer. O tempo é realista, por vezes generoso, outras vezes nem tanto, mas o fato é que ele não volta, não recua, não recomeça, e muitos não entendem que o tempo expressa apenas o que vivemos e como vivemos. Ele não perde tempo com quem não tem tempo, também não escraviza, nem detém a ninguém, mas se torna refém de quem não sabe administrá-lo e não valoriza a importância que tem.
Se gordos ou magros, se altos ou baixos, não é a aparência que define a essência, não são as fotos que descrevem quem somos. Nem tudo é o que parece, pois a beleza é vã e a formosura é passageira, e enquanto para muitos a beleza está nos adornos, na “maquiagem” ou nas edições das fotos, a Bíblia nos diz que a beleza tem a ver com o caráter, com modéstia, com o domínio próprio (Pv 31.30; 1 Tm 2.9,10; 1 Pe 3.3,4).
Em meio a uma rotina ativista e “moderna”, não é difícil encontrar pessoas confusas que não discernem entre a vaidade e a autoestima, se pintam, se enfeitam, escondem marcas, rugas, reflexos, não admitem que o tempo está passando, se esquecendo que na eternidade, onde todos irão, a aparência não tem qualquer importância.
Por isso, viva o hoje, viva o agora, pois o que passou passou, e as marcas são adornos da experiência, as rugas os enfeites da maturidade. Seja você, siga firme; seja do tamanho da sua modéstia; seja belo quão bela é a vida e a simplicidade; seja simples e não escravo da “aparência” e da vaidade.

INIMIGOS DECLARADOS OU FALSOS AMIGOS?


A vida cristã, bem como o ministério e a liderança estão cercados de grandes desafios, batalhas cruentas, perseguições e injustiças. Todos aqueles que procuram viver uma vida justa e piedosa enfrentam a maldade, a inveja e o ódio de homens sem caráter e sem amor. Não é de hoje, que pessoas como Coré, Seba, Hamã, Sambalate, Tobias, Judas, Alexandre, Himeneu, atuam disfarçadamente como "companheiros", "assistencialistas", "prestativos", mas no fundo distorcem verdades, maquinam maldades e tentam a todo custo destruir relações, amizades e até famílias.

O salmista Davi revelou a triste e amarga semelhança entre a ação dos inimigos e a traição de um amigo íntimo: Os meus inimigos falam mal de mim, dizendo: Quando morrerá ele, e perecerá o seu nome? Até o meu amigo próximo, em quem eu tanto confiava, com quem compartilhava o meu pão, levantou contra mim o seu calcanhar (Sl 41.5,9). O nosso Senhor Jesus foi traído por Judas, mesmo tratando-o como amigo e companheiro, mesmo ensinando a verdade e o amor (Lc 22.21,48 cf. Pv 27.6). O apóstolo Paulo descrevendo as agruras e os perigos da vida ministerial, escreveu: "...em perigos de salteadores, em perigos dos compatriotas, em perigos dos que não professam a fé cristã, em perigos na cidade, em perigos no campo, em perigos entre os FALSOS IRMÃOS" (2 Cor 11.26).

Por que hoje seria diferente? Já percebeu que é sempre um "beijo" que antecede a traição? É preciso ter cuidado com os afagos, certos abraços, palavras lisonjeiras, pois tudo isso representa o tal beijo asqueroso e maligno. A Bíblia nos diz que "Deus abomina aqueles que semeiam contendas entre irmãos" (Pv. 6.19), bem como nos ensina a nos afastar daqueles que se dizem "irmãos", mas, na verdade, são mundanos, maldizentes e provocam divisões e escândalos (Rm 16.17; 1 Cor 5.11). Mesmo diante de tais verdades bíblicas, ainda assim, estamos rodeados de pessoas maliciosas, mentirosas e cheias de rancor, que escondendo o ódio tem lábios falsos, e espalham calúnias em suas imundícies e insensatez (Pv 10.18).

Precisamos nos apegar à graça que há em Cristo para não cair na provocação de homens insensatos e imundos. Não percamos tempo valorizando os insultos, pois a Bíblia diz que Deus "conhece os homens falsos e enganadores" (Jó 11.11). Que o nosso foco seja sempre fazer o melhor na obra de Deus, que os nossos olhos permaneçam firmes em Jesus, que suportando a cruz, desprezou a afronta (Hb 12.2). Que todo o mal que descarreguem sobre nós, se convertam em bênçãos para glória de Deus!

Pr. Elder Morais

Cuidado com o Exibicionismo e a Religiosidade falaz.


Sobre o privilégio de haver sido chamado por Deus para trabalhar na sua obra, sobre o uso adequado dos dons espirituais e a vivência plena de uma vida cristã e espiritual, a Bíblia nos alerta sobre os perigos da religiosidade falaz e falsa modéstia que maculam a nossa relação com Deus. Em Romanos 12.3, lemos: “Não pense de si mesmo além do que convém, antes, pense com moderação”. Não são poucas as recomendações do Senhor nosso Deus acerca dos riscos de fracassos espirituais provocados pela vaidade, orgulho e o egocentrismo no coração dos homens (Pv 3.7; Ec 7.16; Rm 12.16).


Vivemos dias difíceis, onde as pessoas, infelizmente, valorizam mais a “aparência” em rede social do que o aprendizado de um caráter ilibado e moderado em seu dia a dia. A "extravagância" no comportamento, as “conveniências” nas ações e o “interesse” nas relações interpessoais expõem um tipo de atitude muito negativa, porém, cada vez mais comum no seio da sociedade e até mesmo dentro das igrejas. Sem a evidência do verdadeiro amor fraternal, resta o exibicionismo fomentado pelo ego, a soberba alimentada pela lisonja e uma falsa espiritualidade, frutos de um coração presunçoso e cada vez mais distantes de Deus, além de "amizades" vazias, regadas pela cumplicidade como os erros e pecados.

Não são poucos os que se consideram “melhores” que os outros, onde tudo o que dizem, fazem ou pensam é sempre mais importante dos que os outros dizem, fazem ou pensam. Isso é resultado de um misto de vaidade e soberba que embriagam o coração de muitos, inflando o ego e causando dependência de bajulação, lisonja e "reconhecimentos" humanos. Paulo evocando o exemplo de Jesus, escrevendo aos filipenses, ensinou: “Nada façais por contenda ou por vanglória (vaidade), mas por humildade; cada um considere os outros superiores a si mesmo, de sorte que haja em vós o mesmo sentimento que houve também em Cristo Jesus (Fl 2.3,5).

Sabemos que humildade não se compra, não se evidencia na "autopromoção" ou nas palavras de lisonja ou bajulação, no entanto, podemos aprender com Jesus o que, de fato, é humildade e mansidão, tornando-se assim, um genuíno agente de bênçãos e edificação às pessoas ao redor (Mt 11.29). Não é contando histórias, experiências pessoais ou testemunhos alheios que revelaremos um coração humilde, pois isso nada mais é que puro exibicionismo, falsa modéstia ou religiosidade falaz. De acordo com a doutrina de Cristo existe grande diferença entre os fariseus e os verdadeiros adoradores, pois enquanto o fariseu tenta a todo instante justificar a sua religiosidade, o “publicano” demonstra arrependimento diante do Senhor. O alerta de Jesus nos aponta claramente a soberba daqueles que “confiavam em si mesmos, por se considerarem justos e desprezavam os outros” (Lc 18.9-14).

Certa vez, João Batista, um dos maiores profetas e pregadores da justiça de todos os tempos, foi questionado quanto à grandeza e alcance do seu ministério em “comparação” aos ensinos e atributos do ministério de Jesus, em sua resposta encontramos a beleza e o cerne, a essência da vida espiritual e ministério cristão: “Importa que Ele cresça e que eu diminua” (Jo 3.22-30). Portanto, ao invés da “exibição” nos púlpitos e microfones, ao invés de ser uma coisa em rede social e outra em casa ou na igreja, busque aprender de Jesus acerca da humildade e do verdadeiro exemplo de vida espiritual. Voltemos à simplicidade do evangelho. Voltemos à Palavra.



Ainda sobre a convicção da chamada e os perigos da presunção.


UM OBREIRO CONHECIDO PELA SUA CONVICÇÃO E TEMOR REFLETE A GLÓRIA DE DEUS EM SEU MINISTÉRIO E EM SUAS AÇÕES. A convicção denota crença, firmeza, ações que nos conduz à busca pela excelência, princípios e ideias biblicamente compreendidas. ENQUANTO AQUELES QUE ESTÃO DOPADOS PELA PRESUNÇÃO E MALÍCIA, ENVERGONHAM O EVANGELHO E ENGANAM A SI MESMOS.

Precisamos do Espírito Santo para pregar o evangelho!


Acesse agora o link e seja edificado!
Semana Nacional de Missões no Templo Central da Assembleia de Deus - Convenção Abreu e Lima / PE.

Dupla personalidade espiritual?


Não são poucos os “cristãos” que adotam formas distintas de comportamento dentro e fora da igreja. São avessos à Doutrina e à obediência, sendo condescendentes com práticas mundanas, vivendo cada vez mais distantes da Verdade e da propagação do evangelho.

NÃO EXISTE MISSÕES...


Não existe Missões sem compaixão,
Não existe Missões sem humildade,
Não existe Missões sem alegria,
Não existe Missões sem honestidade.
Não existe Missões sem renúncia,
Não existe Missões sem seriedade,
Não existe Missões sem compromisso,
Não existe Missões sem vontade.
Não existe Missões sem sofrimento,
Não existe Missões sem desejo,
Não existe Missões sem angústia,
Não existe Missões sem respeito.
Não existe Missões sem empatia,
Não existe Missões sem saudade,
Não existe Missões sem dor,
Não existe Missões sem irmandade.
Não existe Missões sem Evangelho,
Não existe Missões sem evangelismo,
Não existe Missões sem Verdade,
Não existe Missões sem Cristo.
Voltemos à simplicidade do evangelho.
Voltemos à Palavra.

Ainda sobre Liderança Cristã...


Quem tem convicção da sua chamada está sempre disposto a aprender, seja observando comportamentos dignos ou valorizando conselhos e orientações oriundos da Palavra. O líder chamado por Deus compreende o valor da obediência, além de esperar o tempo determinado por Ele para o cumprimento das Suas promessas. Aquele que tem convicção da sua chamada não se apega aos devaneios da “autopromoção”, tampouco se esconde por trás da falsa modéstia, muito pelo contrário, o líder cristão procura imitar a Cristo em suas ações e não exerce o seu ministério de forma fraudulenta ou negligente.

Pr. Elder Morais
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