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A família e os desafios da convivência e da comunhão.

Eu li, recentemente, uma frase que me motivou a refletir sobre a família e os desafios da convivência e da comunhão. A frase dizia: “Para estar na lembrança de seus filhos amanhã, você tem que estar na vida deles hoje” (Autor desconhecido). Percebi que a relação entre o passado, o presente e o futuro de uma família se desenha em momentos simples, mas que marcam a existência da mesma. Em nossos dias, as “distâncias” entre os membros de uma família vão além das questões físicas e encalharam na falta de atenção, comunhão e no isolamento que o egocentrismo promove. Pela lógica, no âmbito familiar, seus membros deveriam ter tudo em comum, superando as diferenças de temperamento, caráter e personalidade. Naturalmente, a comunhão entre os membros uniria a família ao ponto de vencer as mais variadas dificuldades e triunfar desde os planos mais simples até os problemas mais difíceis como doenças graves ou necessidades diversas.
Durante muitos anos, muito se falou sobre o diálogo no seio da família e sobre a importância dessa ferramenta na construção de uma prole sólida e vencedora. Nesses últimos dias, um novo tema tem sido abordado com frequência em discussões e reflexões nos meios de comunicação. Estamos falando do avanço da rede social e dos benefícios e malefícios que ela tem trazido aos nossos dias. No meio social, existe uma discussão baseada numa crítica comum, de que no ambiente familiar, as pessoas mesmo reunidas, isto é, “presentes fisicamente”, estão “separadas mentalmente”, diminuindo o afeto e o amadurecimento das relações. As crianças estão trocando as brincadeiras ingênuas e sociáveis pelos tabletes e celulares de última geração. Outro dia, minha filha me surpreendeu, fazendo coisas no meu celular que nem eu mesmo conseguia fazer. Seria a tecnologia, a responsável por estas mudanças tão gritantes? A informação (e a comunicação) em tempo real “encurtam” as distâncias ou isolam as pessoas? O que separa as pessoas ou a família, mesmo que fisicamente dividam o mesmo espaço?

Talvez para muitos seja imperceptível, mas existe é um perigo tão sutil quanto letal no ambiente familiar, capaz de separar estando junto, distanciar estando perto, aborrecer mesmo amando. Falo do egocentrismo, que baseado num conceito comum é a denominação da característica de uma pessoa que acha que o mundo gira a seu redor, isto é, atributo da personalidade humana que remete ao indivíduo que sempre prioriza a si mesmo (seus desejos, pensamentos e necessidades) diante da realidade. Trata-se de uma atitude pessoal que atinge o coletivo, pois tudo o que fazem, dizem ou pensam é sempre superior a qualquer outro, e isto, aliado ao desinteresse ou falta de preocupação com quem está ao lado. O egoísmo impede um abraço, uma palavra de gratidão e é incapaz de proporcionar um momento de amizade ou diversão, além de macular os mais sinceros relacionamentos. Quando estamos no “nosso” quarto, no “nosso” computador, no “nosso” celular, em “nosso” mundo, deixamos passar despercebidos momentos simples, porém capazes de encher nossos corações de alegria, como o sorriso dos filhos, o carinho do cônjuge e a maravilha de está reunido em família. Foi aí que percebi com passar do tempo, que "o que separa as pessoas não é a distância, mas a vontade de se vê. E não é a questão do tempo (ter ou não), mas do interesse de compartilhar".
Todos os dias, o Senhor nos dá novas oportunidades de viver, de refletir, de corrigir, de recomeçar. Ainda dá tempo de rever os nossos conceitos, nossos valores, repensar nossas ações, nossas atitudes, aprender a olhar de lado para aqueles que estão bem perto com o interesse no bem comum, com amor e com afeto. Se a vida nos levar para longe, talvez um dia aprenderemos com a saudade o que, de fato, a família represente para cada um de nós. Mas se a vida nos brindar a chance de estarmos juntos, não desperdicemos a oportunidade de aprender ainda mais sobre ela e toda a sua beleza e importância. Quando a família é, de fato, o nosso maior patrimônio, o “eu” e o “nós” caminham lado a lado, e mesmo divergentes em alguns assuntos ou opiniões, seremos unânimes no triunfo, no respeito e no amor. Dê valor a sua família para que todos os dias ela seja uma bênção para todas as famílias da terra.

Por Elder Dayvid Morais.
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