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A CONVICÇÃO DA CHAMADA E OS PERIGOS DA PRESUNÇÃO.

Um obreiro conhecido pela sua convicção reflete a glória de Deus em seu ministério e em suas ações. Já aqueles que estão dopados pela presunção, envergonham o evangelho e enganam a si mesmos. A convicção denota crença, firmeza, ações que nos conduz a busca pela excelência, princípios e ideias biblicamente desejados. Alguns dos principais dicionários de português definem de forma abrangente, a presunção como a ação de presumir, suspeitar ou conjecturar. Já como um sentimento, é sinônimo de vaidade, e tem a ver com a “ego inflado de muitas pessoas e o que elas pensam acerca de si mesmas”. Ainda podemos entender a presunção como julgamento baseado em indícios, aparências, isto é, “suposição” que se tem por verdade.

É comum encontrar no meio social, assim como no meio religioso, pessoas reféns desse tipo de comportamento ou sentimento, quando por orgulho ou pedantismo supõem estar acima dos outros ou acha que sempre faz tudo melhor que os demais como quem quer ser visto. Essa lamentável combinação de ego, soberba, competição e ignorância vai além da classe social, condição financeira, cargos ou títulos, pois geralmente, se evidenciam nos corações de pessoas vazias, egoístas, envolvidas pelo narcisismo banal, independentes de serem ricas ou pobres, fingindo devoção e piedade. Um verdadeiro servo de Deus tem em Jesus o seu maior exemplo de renúncia, abnegação e resignação, diferente de alguns desses obreiros ou pregadores midiáticos e modernos, cujo “poder e unção” só se ver no microfone, porque longe dele não passa de um hipócrita em seu dia a dia. 

Falando então de ministério ou liderança cristã, a presunção é fruto do desinteresse pelo aprendizado, desprezo à humildade e o apego exacerbado a exibições ou apresentações de “poder, unção ou conhecimento” alimentadas por um falso compromisso com a Palavra e com o Reino de Deus. Quem mais gosta de “aparecer” são os que menos se preparam ou buscam conhecimento, enfeitando púlpitos e vivendo em desacordo, conveniência ou desobediência, fazendo um caminho oposto ao dos verdadeiros discípulos de Jesus. Aqueles que foram genuinamente chamados por Deus, devem se afastar de qualquer sentimento ou comportamento que ponha a glória de Deus em segundo plano, pois os que se arriscam na onda de um coração envaidecido, certamente cairão no abismo do fracasso espiritual e ministerial, pois o Senhor nosso Deus não divide a sua glória com ninguém.

Quem tem convicção da sua chamada está sempre disposto a aprender, seja através de orientações, obediência, leituras ou estudos, além de esperar o tempo do cumprimento das promessas de Deus na sua vida. Convicto, não se apega aos devaneios da “autopromoção”, não se dedica a relatividade e reprodução de testemunhos bolados, muito pelo contrário, tem humildade no agir, no falar, nas ações, na honra e no respeito. A convicção nos leva a assumir responsabilidades na obra de Deus, além de buscar e compartilhar a graça e o conhecimento do nosso Senhor Jesus, enquanto na presunção, a única motivação é alimentar o ego, o engano e a vaidade. Voltemos à simplicidade do evangelho. Voltemos à Palavra.



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